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Relatório da ANA sobre Recursos Hídricos traz, pela primeira vez, informações sobre a mineração

Publicado: Quarta, 21 de Março de 2018, 11h02 | Última atualização em Quarta, 04 de Julho de 2018, 15h50 | Acessos: 823

O último Relatório de Conjuntura de Recursos Hídricos 2017, elaborado pela ANA, foi lançado em dezembro. O documento traz informações sobre captação e consumo de água na irrigação, na indústria de transformação e em outras atividades. Nesta edição, pela primeira vez, há informações sobre a mineração: a mineração responde por 1,6% da retirada (1,024 bilhão de metros cúbicos ao ano) e 0,8% do consumo (0,27 bilhão de metros cúbicos) de água no país, a diferença retornando aos corpos hídricos. Os dados são de 2016. O Relatório não deixa claro se a captação de água subterrânea para o processamento mineral foi considerada no levantamento.

A título de comparação os EUA iniciaram o levantamento hídrico em 1950 e a mineração passou a ser contabilizada separadamente a partir de 1985. O último relatório disponível (base 2010) informa que 7,4 bilhões de metros cúbicos de água (1,4% do total do país) foram captados para a mineração e a extração de petróleo e gás. No Canadá, em 2009, apenas a mineração (estrito senso) captou 0,5 bilhão de metros cúbicos (1,3% do total). A mineração australiana (incluindo também petróleo e gás) consumiu, em 2010, cerca 0,5 bilhão de metros cúbicos (3,6% do consumo de água do país). Os levantamentos realizados regularmente possibilitam acompanhar os efeitos de políticas públicas, da adoção de novas tecnologias e de iniciativas das empresas ao longo de décadas.

As informações técnicas divulgadas no Brasil pelas empresas de mineração mostram evolução significativa, a exemplo da recirculação de água, havendo registros de elevação deste índice de 40%, vinte e cinco anos atrás, para mais de 80% na atualidade, algumas empresas divulgando recirculação superior a 90%. Isso mostra um esforço na direção de uma melhor gestão dos recursos hídricos.

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