Empresa privada patrocina projeto desenvolvido por pesquisadores federais
Fonte: Site Agência Brasil ( http://www.agenciabrasil.gov.br )
( 20/02/2007 ) - 12:23 h

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A primeira fase do projeto de biolixiviação desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Ministério da Ciência e Tecnologia, conta com investimento de R$ 130 mil da Mineração Caraíba, produtora de cobre instalada no interior da Bahia. O coordenador do projeto, Luis Sobral, disse que, com esse diferenciador (a nova tecnologia) a companhia poderá obter melhor colocação de seu produto acabado no mercado.

A biolixiviação permite reduzir a emissão de gases poluentes durante a extração do concentrado de cobre. Diminui, conseqüentemente, as emanações que contribuem para o efeito estufa na atmosfera.

Na segunda etapa, relativa à ampliação da escala piloto, que dará partida à engenharia do processo, a empresa aplicará cerca de R$ 300 mil. “Temos que fazer ampliações de escala gradativas, para que o processo industrial ocorra com sucesso”. A segunda fase do projeto já foi autorizada pela empresa. O projeto global, incluindo a escala industrial, deverá ser completado até o início de 2010.

Para Sobral, parte do sucesso do projeto de biolixiviação deve-se à Mineração Caraíba. “A Caraíba acreditou no centro de pesquisas do governo federal e patrocinou o estudo”. Sobral destacou que, ao contrário do que ocorre com outras companhias brasileiras, que procuram tecnologia estrangeira, a Caraíba apostou na capacidade de pesquisadores brasileiros.

Para a comunidade instalada no entorno da mineração, os ganhos são o treinamento de pessoal, a criação de empregos e a melhoria da infra-estrutura local. “Com o advento dessa planta nova, que vai ser única no mundo para concentrados de flotação, a Caraíba vai ser realmente um grande diferenciador em termos de custo, de impacto ambiental e de responsabilidade social”, disse Sobral. Ele acredita também na melhoria da qualidade de vida da população. O projeto total até a escala industrial, envolvendo a construção da nova planta, deverá consumir investimentos de até US$ 20 milhões.

Segundo Sobral, a grande vantagem do concentrado de cobre produzido pela Mineração Caraíba é que ele não tem emissão. “Ele é puro. Só tem sulfetos de cobre. Então, ele não agrega nenhum impacto ambiental”, afirmou.

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