Pesquisador do Cetem comenta sobre fissão e fusão
Fonte: Site Jornal da Ciência ( http://www.jornaldaciencia.org.br )
( 10/04/2007 ) - 13:29 h

Como é conhecido, hoje, comercialmente, empregam-se as tecnologias de fissão do núcleo estimando-se que a possibilidade de reatores a fusão nuclear seja improvável antes de 2050.

Roberto C. Villas-Bôas é pesquisador titular do MCT-Cetem. Eis a íntegra do texto enviado ao “JC e-mail”:

“No JC e-mail 2948, de 01/02/2006, comentei o artigo "O perigo De explorar a Lua como já exploramos a Terra".

Naquela oportunidade, mostrei como americanos e russos, independentemente das questões jurídicas ainda insolúveis, mas em andamento, sobre a atividade da mineração na Lua e asteróides, preparam-se, com bastante antecedência para a exploração comercial do isótopo Helio-3, tido como a fonte ideal de energia por ser extremamente potente, não poluente e produzindo subprodutos virtualmente não-radiativos.

É considerado uma alternativa vantajosa sobre o uso dos deutério e trítio, isótopos de hidrogênio, e que vêm sendo empregados nas experiências do ITER - International Termonuclear Experimental Reactor - http://www.iter.org.

O isotopo é raro na Terra e abundante na Lua e, como afirmado por G. Kulcinsky, Diretor do FTI - Instituto de Tecnologia de Fusão – da Universidade de Wisconsin "A energia de fusão do Helio-3 pode ser a chave para as futuras explorações do espaço e estabelecimento de comunidades".

Como é conhecido, hoje, comercialmente, empregam-se as tecnologias de fissão do núcleo estimando-se que a possibilidade de reatores a fusão nuclear seja improvável antes de 2050!

Mas, mesmo assim, e com planejamento, encontram-se, a Nasa por um lado – e agora tendo especialistas em Helio-3 em posições chave no seu Conselho Consultivo - e a Roscosmos - Energia, por outro com projetos específicos de estabelecimento de bases permanentes na Lua, 2024 e 2015-2020, respectivamente, sendo que grandes transportes do isotopo a Terra já poderiam ocorrer, segundo notícias frescas reafirmadas pela Energia-GAZPROM, até 2020.

Qual o valor, hoje, do isotopo ? O mesmo Kulzinsky estima em cerca de US$ 4 bilhões, isso mesmo, 4 bilhões de dólares, por tonelada, de seu equivalente energético em petróleo! Problemas de lavra do isotopo? Claramente e ainda não resolvidos!

Por exemplo, ver em www.popularmechanics.com/science/air_space.

O primeiro alvo de extração, na Lua, entretanto, seria o "Maré Tranquillitatis". Maiores detalhes de ocorrências do isotopo na Lua, podem ser vistas no mapa da BBC : news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/226053.stm.

Enquanto isso, aqui, no nosso querido Brasil, sem planejamento, sem antecipação, sem fusão, mas muita confusão, vagamos, os que têm sorte, ou morremos, os que tiveram aquela sina, pelos e nos aeroportos em busca de um vôo, não à Lua, mas para ali mesmo...”

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