Composto mineral aumenta tamanho das rosas
Fonte: Site Ministério da Ciência e Tecnologia ( http://www.mct.gov.br/ )
( 02/08/2007 ) - 16:25 h

O composto mineral zeolítico (zeólita sedimentar brasileira e argila esmectita) encontrado nos estados do Maranhão e Tocantins está sendo usado com sucesso como fertilizante no cultivo de rosas. O composto vem conseguindo aumentar o tamanho das hastes das flores cultivadas em Nova Friburgo, região serrana do estado do Rio de Janeiro.

O projeto é realizado em conjunto por pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM/MME), da Petrobras e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

As pesquisas apontam que a utilização do composto em conjunto com fertilizante resulta em um crescimento significativo do comprimento das hastes, o que facilita a aceitação comercial do produto no mercado externo. A descoberta pode dar um impulso na atividade dos pequenos agricultores, uma vez que o custo da zeólita sedimentar é bem menor do que o dos fertilizantes e o da zeólita vulcânica pura importada.

Composto minimiza efeito estufa
Esse não é o primeiro bom resultado da pesquisa, iniciada há mais de três anos. Os pesquisadores já haviam comprovado que a utilização do composto trouxe um crescimento de 40% das mudas de frutas cítricas e, posteriormente, da cultura de tomate, o que levou à solicitação, em 2005, de patente para o processo, concedida em fevereiro deste ano pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O projeto também demonstrou que a utilização dos minerais zeólita e argila esmectita na agricultura minimizou o impacto ambiental causado pelo gás amônia (NH3) - liberado pela uréia, base dos principais fertilizantes - um dos principais causadores do efeito estufa e cuja ação é 50 vezes mais forte que a do dióxido de carbono (CO2).

Executado em várias etapas, o trabalho está sendo desenvolvido por uma equipe interinstitucional liderada pelos pesquisadores Marisa Monte (Cetem), Fernando de Souza Barros(UFRJ), Alberto Bernardi (Embrapa), Nélio Rezende (Petrobras) e Helion Vargas (UENF) e José Carlos Polidoro (Embrapa Solos).

Vitor Hugo Marques - Assessoria de Imprensa do Cetem

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