Pesquisadores
de oito países refazem a rota do ouro na Estrada Real
Fonte: Site Jornal da Ciência ( http://www.jornaldaciencia.org.br )
( 10/10/2007 )
Durante três dias, 20 pesquisadores do Brasil, Colômbia, Equador, Espanha, México,
Honduras e Portugal percorrerão a Estrada Real, a mais importante rota brasileira
do Ciclo do Ouro, no século XVIII.
A Estrada Real foi fundamental na ocupação territorial do Brasil e seu desenvolvimento
associada à busca da riqueza mineral.
A Estrada de 1.400 quilômetros que se estende do Rio até Diamantina, antiga Arraial
do Tejuco, em Minas Gerais, foi cenário de um dos períodos mais duros da escravidão
no país.
O objetivo da viagem dos pesquisadores é preservar e difundir o conhecimento do
rico patrimônio histórico, arquitetônico, artístico, cultural, ecológico e geológico-mineiro
construído ao longo da Estrada Real, além de estimular o turismo na região.
A caravana de pesquisadores sairá do Centro de Tecnologia Mineral(Cetem), uma
das entidades coordenadoras do projeto, às 6h45, do dia 17 de outubro, quarta-feira,
com destino a Ouro Preto, antiga Villa Rica.
A primeira parada do grupo será às 9h30 para visita ao Museu Rodoviário (Paraibuna)
e a um trecho da antiga estrada União-Indústria, construída a partir do traçado
da Estrada Real.
O Projeto Estrada Real
O Projeto Estrada Real é uma parceria do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem)
e das Universidades Federais do Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Ouro Preto e São
João Del Rei, e integra o Rotas Minerais de Ibero-América e Ordenamento Territorial:
Fator Integral para o Desenvolvimento Sustentável da Sociedade.
A Estrada Real é a primeira rota do projeto a ser realizada. Antes da viagem,
os cientistas participarão, no Cetem, nos dias 15 e 16, do Seminário Rotas Minerais
como Fator de Desenvolvimento, onde debaterão temas como “Geodiversidade, Formação
Política e Desenvolvimento Sustentável na América Latina”; “História Econômica
e Desenvolvimento Regional”; “Conhecimento Geocientífico e Desenvolvimento Tecnológico”
e “Patrimônio Geo-Mineiro e Geoturismo”.
No trajeto da Estrada Real destacam-se marcos geográficos como as serras do Mar,
da Mantiqueira, do Curral e do Espinhaço e um trecho do Rio São Francisco, entre
outros patrimônios ambientais e geológicos, com seus notáveis acervos fisiográficos,
bióticos e paisagísticos.
Na antiga rota do ouro, a região reúne, também, igrejas que incorporam elementos
da arte sacra do Barroco Brasileiro, como o Convento de São Bento (Rio de Janeiro),
Matriz do Pilar (Ouro Preto) e a Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Serro).
Os cientistas conhecerão um representativo patrimônio geológico-mineiro, como
sítios de antigas atividades de extração a céu aberto (aluviões) ou subterrânea,
minas abandonadas ou ainda em operação. Encontrarão edificações de apoio, como
hospedarias, estalagens, postos de registros e obras de pontes e pontilhões fruto
da arte e cultura setecentista.
Programação de visitas aos sítios da Estrada Real
Ao longo da Estrada Real, o passado e o presente da mineração marcam não só a
organização e a história, como também a identidade e cultura do Brasil. É o que
o roteiro da viagem pretende mostrar.
(Assessoria de Imprensa do Cetem)
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