Argamassa
ambiental para construção civil
Fonte: Site FAPESP ( http://www.agencia.fapesp.br/ )
( 11/06/2008 )
Agência FAPESP – O
Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT),
órgãos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), desenvolveram projeto de
uma argamassa ambiental.
Segundo as instituições, trata-se de alternativa ecológica e econômica às 720
toneladas de resíduos finos (“pó de rochas”) lançadas mensalmente pelas serrarias
de rochas ornamentais nos riachos e rios do município de Santo Antônio de Pádua
(RJ).
O resultado prático do estudo dos dois institutos de pesquisa é a inauguração,
nesta quarta-feira (11/6), da primeira fábrica de argamassa ambiental no Rio
de Janeiro.
A empresa Argamil investiu R$ 8 milhões na instalação da fábrica em Santo Antônio
de Pádua, e o Banco de Fomento do Rio de Janeiro (Investrio), R$ 2 milhões para
viabilizar o projeto. A fábrica tem capacidade de produzir 1,24 tonelada por
mês do produto. A iniciativa também conta com apoio da Fundação Carlos Chagas
Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
Os institutos avançaram na pesquisa da argamassa ambiental a partir da utilização
dos resíduos produzidos pelas serrarias que cortam, à beira dos rios, rochas
conhecidas como pedras miracema e madeira, para aproveitamento em revestimento
de pisos e paredes na construção civil.
A nova técnica, além de reciclar a água poluída, gera um resíduo sólido que,
após secagem, pode ser utilizado na formulação da argamassa. Segundo o Cetem,
a argamassa ambiental permitirá economia de outras substâncias minerais como
a cal ou o calcário, que serão substituídos pelo pó de rocha na formulação da
argamassa.
Mais informações: www.cetem.gov.br
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