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Notícias |
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| Setembro 2003 | |||||
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Governo dá crédito para explorar rochas ornamentais |
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Projeto elaborado
pelo Ministério de Minas e Energia envolve o BNDES e sua rede de
agentes. A cadeia produtiva de rochas ornamentais do Espírito Santo
vai ser o campo de partida de uma política de governo de crédito
para a mineração. O projeto terá como suporte as
próprias jazidas. A concessão de lavra poderá ser
utilizada como garantia para empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) e de sua rede de agentes. Com a linha
de crédito que está na fase final de formatação,
o Ministério de Minas e Energia quer agregar valor à produção
para ampliar a capacidade de competição dos produtos no
mercado externo e impulsionar a estruturação do segmento.
'Os empreendedores já fizeram muito por si. Agora, precisam de
um empurrão do estado', afirmou a ministra de Minas e Energia,
Dilma Rousseff. Um dos suportes da iniciativa
é o arranjo da cadeia produtiva que está sendo estruturado
pelo Ministério de Ciência e Tecnologia no Estado do Espírito
Santo. A linha de crédito será ancorada em empresas de beneficiamento.
'Se não for produtor e beneficiador, terá que comprovar,
por contrato, o US$ 1 bilhão até 2015 Carriconde afirmou que
ainda é cedo para se falar em valores, pois o BNDES ainda está
definindo os critérios dos financiamentos. Mas projeções
iniciais apontam para uma linha de crédito da ordem de R$ 300 milhões.
Um fato é concreto. O menor volume será destinado para os
produtores e o maior, para Segundo o secretário do Ministério das Minas e Energia, o BNDES vai financiar os volumes maiores, entre os quais projetos logísticos, cabendo o restante a agentes locais, como Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e Banco do Nordeste. A ministra Dilma Rousseff apontou o grande potencial exportador das rochas ornamentais como uma das razões para a implantação do programa de crédito a partir do segmento, 'com a idéia de levá-lo a todo o País'. A escolha do Espírito Santo como ponto de partida se explica pela cadeia produtiva melhor estruturada no País. São 300 empresas mineradoras e 250 de beneficiamento de granitos e mármores que movimentam 1,5 mil teares e geram 25 mil empregos. No primeiro semestre deste ano, as exportações de 328 mil toneladas de rochas ornamentais a partir do Espírito Santo geraram receitas de US$ 96 milhões, incremento de cerca de 60% em valor e 71% em volume na comparação com o mesmo período de 2002. No Brasil, no primeiro
semestre deste ano, as rochas ornamentais movimentaram US$ 186,4 milhões
e 695,8 mil toneladas, crescimentos, respectivos, de 40% e 49%. Com base
no primeiro semestre e na tendência histórica de mercado
mais aquecido no segundo semestre, esse segmento está projetando
exportações da ordem de US$ 500 milhões em 2003,
US$ 161 milhões a mais que 2002, quando o A evolução
do quadro de exportações dos últimos sete anos aponta
forte incremento da participação de rochas processadas.
No ano passado, elas geraram US$ 242,8 milhões dos US$ 339 milhões
movimentados, contra US$ 56,5 milhões dos US$ 157,2 milhões
exportados em 1996. Mas há sinais de China à frente da Itália A tendência, segundo Carriconde, é que a China, que reforçou seu parque de beneficiamento, substitua a Itália como principal destino. 'Como esse país tem mão-de-obra mais barata, está colocando produto beneficiado nos Estados Unidos com preço abaixo do vendido pelo Brasil', disse o secretário. O mercado mundial de
rochas ornamentais movimenta US$ 40 bilhões por ano, e a fatia
do Brasil, quarto produtor e quinto exportador em volume físico,
é de cerca de US$ 2 bilhões. O impacto de iniciativas para
reforçar a agregação de valor pode ser medido pelo
estudo da Abirochas, que aponta que, no mercado externo, o metro cúbico
de chapa polida gera receita até quatro vezes maior Criação de grife brasileira Essa é uma das razões que leva a ministra Dilma Rousseff a destacar a importância do desenvolvimento de um trabalho para consolidar uma grife brasileira e abrir novos mercados - por exemplo, uma missão brasileira estará na Argélia no início da próxima semana. Para que isso ocorra, é importante estruturar o segmento, considerado extremamente pulverizado, embora 91% da produção nacional (6 milhões de toneladas em 2002) estejam concentrados no Espírito Santo, em Minas Gerais, na Bahia e no Rio de Janeiro. A cadeia produtiva formada por mais de 11 mil empresas (650 exportadoras) gera cerca de 115 mil empregos e conta com um parque de beneficiamento de blocos com capacidade para processar 40 milhões de metros quadrados/ano. Com a linha de financiamento, a Secretaria de Minas e Metalurgia quer enfrentar outro problema do segmento, a informalidade. Isso, em parte, será facilitado pelo fato de o produtor necessitar licença ambiental e título mineral para ter acesso ao crédito. 'Não vai resolver a totalidade do problema, mas vai ajudar', afirmou Giles Carriconde. Outras ações estão previstas nessa frente, como a ampliação da estrutura do DNPM e a instalação de um escritório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no estado.
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