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O setor de mineração tem papel preponderante para apoiar comunidades a planejar e a construir o futuro diante da pandemia

Publicado: Quinta, 26 de Novembro de 2020, 17h07 | Última atualização em Segunda, 07 de Dezembro de 2020, 09h29 | Acessos: 325

 O longo histórico de relacionamento com comunidades mundo afora, a interação bem como os benefícios gerados pelos empreendimentos minerais às populações no entorno das operações e também a evolução da governança do setor mineral são condicionantes que o tornam um dos protagonistas para apoiar as populações a vencer a crise generalizada alimentada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). 

Esta é a conclusão dos especialistas que debateram os aprendizados da indústria mineral durante o surto, como parte da programação do 2º dia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2020). A experiência do setor mineral, inclusive com casos ocorridos no Brasil, está reunida em uma publicação do ICMM – Conselho Internacional de Mineração e Metais em parceria com a The Partnering Initiative e a partir do framework desenvolvido pela Business Fight Poverty.

Participe de graça do evento clicando neste link: https://bit.ly/EXPOSIBRAM2020 

O estudo “Mineração como Parceira para o Desenvolvimento de Sociedades Mais Inclusivas e Resilientes - Aprendizado Brasileiro” (mesmo título do painel realizado na manhã deste dia 25/11) foi traduzido para o português pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e recebeu conteúdo das experiências das mineradoras no Brasil com a gestão das situações provocadas pela covid-19. Contribuíram para estruturar a publicação em português a Agenda Pública e a Fundação Dom Cabral.

Baixe a publicação no Portal da Mineração.

O painel virtual reuniu Nicky Black, diretora do ICMM, Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM, Sérgio Andrade, Diretor Executivo da Agenda Pública, Heiko Spitzeck, Diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral, e Paulo Henrique Soares, diretor de Comunicação do (IBRAM, como mediador.

“O objetivo deste documento é eternizar os aprendizados que o setor teve ao enfrentar, lado a lado com a sociedade em geral, uma pandemia única, com um alto impacto em todas as camadas sociais. Em linhas gerais, a avaliação é que o setor mineral brasileiro aprendeu muito e tem exercido seu papel para contribuir à construção de uma sociedade mais inclusiva e resiliente. Lidar com crises exige serenidade, competência e agilidade, entre muitas das melhores características humanas e o setor mineral se esmerou até aqui para lidar com a situação”, disse Flávio Penido, do IBRAM.

Ele enfatizou que “mais do que números de investimentos, queremos ter a certeza que o setor aprendeu e contribuiu para combater esta pandemia, em parceria com a sociedade, as organizações, entidades e poder público.  Tem sido uma oportunidade de aprendizado para todos nós.  Nossa contabilidade aqui não foi o valor investido, mas sim quantas vidas conseguimos ajudar a salvar. Isso sim é importante e é o nosso foco”. Pelas contas do IBRAM, o setor mineral aportou mais de R$ 900 milhões para comunidades e governos para ações de prevenção e combate ao coronavírus.

Nicky Black, do ICMM, disse que a publicação é um “guia prático para as empresas de mineração e de outros setores, inclusive para os governos, poderem revisar e fortalecer as respostas imediatas às questões geradas pela covid-19”. Além disso, oferece subsídios para inspirar as companhias a “construir um caminho de saída da pandemia” com base em três pilares: valorizar as vidas; proteger os meios de subsistência das pessoas e criar alternativas para os que perderam o sustento; aprendizado – oferecer soluções para recuperar o aprendizado pelos mais jovens durante a pandemia.

Ela enfatizou que pelo fato de as mineradoras estarem “muito ligadas às comunidades locais”, a relação de confiança de longo prazo estabelecida entre as partes facilita às empresas determinarem onde estão as principais vulnerabilidades de cada localidade e assim planejar e executar ações para debelá-las. “A crise da covid-19 mostrou quanto é crítico investir no levantamento dessas informações”, afirmou. As empresas, disse, precisam agir em parceria com governos e apoiar a capacitação das pessoas para lidarem com a pandemia e superar as dificuldades que ela tem causado. 

A publicação agora traduzida para o português e acrescida com os casos brasileiros, disse Nicky Black, expõe as experiências que a mineração tem para compartilhar nesse sentido.

Sergio Andrade, da Agência Pública, concorda. Para ele, as mineradoras podem exercer papel fundamental para identificar e capacitar lideranças nas comunidades e decidir com mais propriedade sobre o repertório a ser trabalhado na luta contra a crise causada pela covid-19. “As decisões precisam ser baseadas em evidências”, afirmou, exemplificando que “nem sempre construir um hospital é a solução para resolver questões de saúde, se não há recursos para mantê-lo”. Ele enfatizou que as mineradoras podem oferecer suporte para detectar quem tem mais vulnerabilidade “e, assim, não deixar ninguém para trás; identificar onde estão os mais impactados por toda essa situação” e oferecer apoio.

Hélio Spitzeck, da Fundação Dom Cabral, citou a ‘Carta Compromisso do IBRAM Perante a Sociedade’ como exemplo de atitude que está aderente às boas práticas do setor mineral para enfrentar a crise causada pela pandemia. Este documento é um conjunto de propósitos da indústria da mineração para elevar o patamar de sustentabilidade e segurança da indústria da mineração, em resposta aos rompimentos de barragens e suas consequências.

Segundo ele, as mineradoras “fazem a diferença” nas comunidades com sua capacidade de estimular o desenvolvimento socioeconômico. A expectativa da sociedade é que as “mineradoras olhem para o desenvolvimento, para as necessidades das pessoas e que sejam protagonistas para fomentar o desenvolvimento sustentável nas comunidades”, inclusive apoiando-as a desenvolver novas atividades produtivas para assegurar seu sustento após o encerramento das atividades minerais. “Este é o mindset a ser desenvolvido pelas mineradoras”, afirmou.

 

De Raquel Cotta - Comunicação do IBRAM

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