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Desenvolvimento de norma para rochas artificiais e vidros utilizando resíduos do processamento de rochas ornamentais.

Publicado em Segunda, 07 de Janeiro de 2019, 00h00 | Atualizado em Sexta, 27 de Março de 2020, 10h49 | por Super User | Acessos: 816

Pesquisadora responsável: Monica Castoldi Borlini Gadioli
Patrocínio: FAPES/SEP
Prazo: fevereiro/2019 a janeiro/2021
Valor financiado: R$ 133.200,00
Parcerias: UENF, IFES
Apoio: ANPO, CENTROROCHAS, AAMOL, Governo do Estado do Espírito Santo/Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Petrus, Guidoni.

O Brasil é o quarto maior produtor de rochas ornamentais do mundo e o terceiro maior exportador de granito. Do ponto de vista ambiental, sabe-se que o modelo linear de operação do setor de rochas (extrair-transformar-descartar) traz inerente um sério problema, pois, atrelada à grande produção, está a geração de um enorme volume de resíduos. Na lavra e beneficiamento de rochas ornamentais ocorrem perdas de matéria-prima que são da ordem de 83%. É estimado que no Brasil foram geradas mais de 22 milhões de toneladas (Mt) de resíduos em 2012, constituindo aproximadamente 20 Mt de resíduos grossos gerados nas pedreiras e 2 Mt de resíduos finos nas indústrias, sendo que destes 1,5 Mt somente no estado do Espírito Santo. Além da quantidade, o problema agrava-se visto que a maioria das indústrias não gerencia corretamente seus resíduos, acumulando-os nos aterros sem tratamento para eliminação ou redução dos contaminantes presentes. O resíduo do beneficiamento é o que gera maior preocupação, por poder conter elementos e/ou compostos que classificam a maior parte dos resíduos já estudados como não inertes. Assim sendo, há a necessidade de estudar a utilização de resíduos em materiais que possam inertizá-los, demonstrando que sua utilização não representa riscos ambientais. As características tecnológicas das rochas e demais materiais de construção, assim como a previsão do seu desempenho em serviço, são obtidas por meio de análises e ensaios, executados segundo procedimentos rigorosos estabelecidos por organismos de normatização. No entanto, ainda não existe no corpo de normas brasileiro nenhuma diretriz que estabeleça requisitos mínimos para o emprego dos produtos ecológicos produzidos com resíduos de rochas ornamentais. A utilização dos resíduos como matéria prima no desenvolvimento de produtos ecológicos com aplicação industrial e a certificação tecnológica desses materiais são soluções para promover o desenvolvimento industrial sustentável e impulsionar a competitividade do setor de rochas com benefícios para o estado do Espírito Santo e para o país. Dentro desse contexto, o objetivo do presente projeto é desenvolver a metodologia brasileira de ensaios de caracterização tecnológica para as rochas aglomeradas artificiais produzidas com resíduo de rochas ornamentais e verificar a viabilidade técnica da utilização de diversos tipos de resíduos de rochas ornamentais (variabilidade dos resíduos) para preparação de vidros, visando à normatização do uso do resíduo. Esse trabalho tem o intuito de contribuir para a normatização da utilização desses resíduos, que atualmente, são descartados em aterros, e colaborar tanto com o setor produtivo de rochas ornamentais, quanto com o setor da construção civil, onde poderão ser inseridos novos produtos com a utilização dos resíduos de rochas (eco produtos) e redução de consumo de matérias-primas naturais e consequentemente, diminuição do impacto ambiental.

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